03 maio 2016

Inventado por Benjamin Franklin, o para-raios tem a função de servir como captador de raios, isto é, ele redireciona a descarga elétrica e a guia até o chão. Como já falado em outra publicação, raios podem causar danos a aparelhos e estruturas quando não são devidamente aterrados. No Brasil o sistema de para-raios é denominado por SPDA – Sistema de Proteção contra Descargas Elétricas, e é regulamentado pela norma NBR 5419/2015.

Como um SPDA funciona?

O funcionamento do SPDA se baseia num fenômeno físico denominado de poder das pontas. Esse fenômeno faz com que os captores, popularmente chamados de antenas, “puxem” as descargas elétricas para o sistema, assim dissipando a energia e impedindo danos a estrutura em que estão instaladas. Pode ser também que o sistema funcione baseado no fenômeno Gaiola de Faraday, que impede que descargas externas à estrutura atinjam o interior, redirecionando-as para o sistema de aterramento.

Existem dois tipos de SPDA atualmente, sendo eles: Franklin e Gaiola de Faraday. Cada tipo serve para uma finalidade específica e tem custos diferentes, o Franklin, por exemplo, tem a finalidade de proteger áreas em formato de cone, sendo o captor a ponta e a base o chão. Na hora de elaborar um projeto de SPDA é necessário levar em conta alguns fatores como: altura da edificação, área horizontal, equipamentos que serão utilizados naquele local, custo de implementação e entre outros.

A importância de manter o SPDA em dia

Existe um documento denominado Laudo de inspeção do SPDA que é exigido anualmente pelos bombeiros. Esse laudo apresenta o estado em que se encontra o SPDA, e se ele está obedecendo as normativas. O documento deve ser assinado por um engenheiro para que tenha validade legal. O laudo do SPDA verifica o estado em que se encontra o aterramento, os cabos condutores e os captores. É muito importante essa vistoria, pois é melhor não ter um SPDA na estrutura do que ter um que não esteja funcionando corretamente, já que um sistema que não esteja funcionando corretamente aumenta as chances da  edificação sofrer descargas elétricas.