17 ago 2017

    Desde primeiro de janeiro de 2015 entrou em vigor no Brasil, um sistema de bandeiras tarifárias para energia elétrica. Elas são utilizadas para representar um custo que antes passava despercebido pelo consumidor, gerando assim mais transparência entre a concessionária e o cliente.

 

    O Brasil utiliza majoritariamente as hidrelétricas para produzir energia. No entanto, em certas épocas do ano as chuvas se tornam mais escassas em algumas regiões, gerando a redução do nível dos reservatórios e dificultando a produção.

 

    Desta maneira, é necessário o acionamento de termoelétricas de emergência para que toda a rede elétrica seja abastecida poupando a água dos reservatórios, preservando assim a capacidade de geração de energia das hidrelétricas nos meses seguintes. Essas usinas produzem energia com custo de geração mais caro pois utilizam combustíveis como: gás natural; carvão; óleo combustível e diesel. Estes elementos junto com o método de produção mais caro elevam a conta de luz.

 

    Veja abaixo os significados das bandeiras:

 


 

    Para calcular o custo de cada bandeira o Brasil foi dividido em subsistemas. Além disso, foi levado em conta os valores do CMO (Custo Marginal de Operação) e do ESS_SE  (Encargo de Serviço de Sistema por Segurança Energética) de cada divisão.

 


Roraima não possui o regime de bandeiras tarifárias.

FONTE:ANEEL

 

     O Custo marginal de Operação (CMO) corresponde ao valor da unidade de energia produzida para atender uma maior demanda de carga no sistema, ou seja, quando há um maior consumo o custo dessa unidade se eleva o que indica que a geração do de energia elétrica está mais cara. O CMO elevado também pode indicar que os níveis dos reservatórios estão baixos.

 

     Já o ESS_SE provém da manutenção da confiabilidade e da estabilidade do SIN (Sistema Interligado Nacional). O ESS_SE também recebe custos por segurança energética que é quando, em caso de níveis baixos de reservatórios em hidrelétricas é solicitado o acionamento das térmicas pelo ONS (Operador nacional do sistema elétrico), mesmo elas sendo mais caras para garantir a futura segurança do suprimento energético nacional.

 

    Uma vez por mês, nas reuniões do Programa Mensal de Operação, a ONS calcula o CMO e também decide se ocorrerá ou não a operação das usinas termelétricas e o custo associado a essa geração. Após cada reunião, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aciona a bandeira tarifária no mês seguinte.

 

    Como dito anteriormente, o sistema de bandeiras tarifarias permitem ao consumidor gerenciar melhor seu consumo e assim reduzir sua conta. Com a eficiência energética é possível utilizar menos energia para atender a mesma demanda, obtendo a mesma qualidade de conforto e de serviços com uma quantidade menor de custos energéticos.

 

    Além de economizar, a eficiência energética ajuda a evitar a escassez de água nas hidrelétricas no período de seca. As ações de combate ao desperdício auxiliam a evitar um aumento no preço final da energia elétrica.